A patronal espanhola intensificou a pressão sobre o governo para que sejam tomadas medidas contra o aumento de incapacidade temporária, que duplicou na última década. O diálogo ocorre na negociação tripartita envolvendo o Ministério da Segurança Social, sindicatos e grandes organizações patronais.
A organização patronal tem buscado que a sociedade espanhola discuta o crescimento dos afastamentos laborais, que ressentam a competitividade das empresas, especialmente as pequenas. As entidades exigem ações firmes para resolver o problema, tema que ganhou intensidade nos últimos dias.
O fórum principal para essa discussão é a negociação tripartita entre o Ministério da Segurança Social, os sindicatos UGT e CC OO, e as patronais CEOE e Cepyme. O diálogo começou há quase dois anos, mas ainda não gerou medidas concretas para solucionar o aumento das baixas, um fenômeno que um líder do PP classificou como “um câncer”.
Antonio Garamendi, presidente da grande patronal espanhola, comentou que é necessário discutir o tema com os sindicatos e “detectar qual é a parte de absenteísmo profissional”. As centrais sindicais, por sua vez, relataram sentir-se agredidas pelo tom adotado pela patronal sobre a questão.

