Atletas utilizam a técnica de enxágue com carboidratos durante pausas em competições, como a Copa do Mundo de 2026, para aumentar o desempenho físico. O procedimento consiste em bochechar uma solução sem engolir, o que, segundo cientistas, engana o cérebro e estimula a energia muscular.
A prática, observada em esportes de resistência, como o futebol, ciclismo e corrida, visa potencializar a performance. Os receptores na boca enviam sinais aos centros de prazer e recompensa do cérebro, sugerindo ao corpo que mais energia está disponível, permitindo maior esforço muscular. Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, detectaram que essa lavagem tornou ciclistas um minuto mais rápidos em provas de 40 quilômetros.
Além de aumentar a energia, a técnica ajuda a prevenir cãibras e evita desconforto estomacal ao não exigir a ingestão imediata de nutrientes. A pesquisa aponta que o enxágue deve durar de cinco a dez segundos, sendo mais tempo mais eficaz no contato dos carboidratos com os receptores orais.
Contudo, a solução não sustenta o atleta indefinidamente. A fisiologista Lindsay Bottoms, da Universidade de Hertfordshire, explicou que os jogadores devem ingerir parte do líquido bochechado para repor o estoque de carboidrato do corpo. A solução geralmente contém maltodextrina, um carboidrato simples encontrado em suplementos energéticos.

