Moradores de Santa Teresa protocolaram representação no Ministério Público e requerimento de tombamento no Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) para proteger o Parque Glória Maria. A iniciativa visa estabelecer um modelo de gestão cultural sustentável para o equipamento histórico, que enfrenta desafios de uso e preservação.
O grupo, composto por mais de vinte moradores, busca compatibilizar a utilização do parque com sua vocação original e as características do entorno, localizado na Zona Residencial 1 (ZR-1). Os requerimentos surgem após mais de vinte anos de tentativas de diálogo com a Secretaria Municipal de Cultura.
Os moradores defendem um equilíbrio entre a preservação do patrimônio, a qualidade da programação cultural, a segurança dos frequentadores e o respeito às características urbanísticas do bairro. A decisão de recorrer a dois órgãos se fortaleceu com a constatação de que o parque não possui tombamento estadual.
O parque, inaugurado em 1997 e criado pelo Decreto Municipal nº 12.471, de 24 de novembro de 1993, tinha como objetivo preservar e recuperar o patrimônio cultural e paisagístico da área. Contudo, os moradores afirmam que parte da programação recente se afastou dessas diretrizes, realizando eventos incompatíveis com a estrutura do local.
A porta-voz do grupo, Daniela Kvassay, declarou que a discussão foca no futuro do equipamento. “O Parque nasceu para preservar um patrimônio. Agora é o próprio patrimônio que precisa ser preservado,” afirmou Kvassay, explicando que o tombamento permitirá ao Inepac analisar instrumentos permanentes de proteção.

