Cruzeiro, cidade paulista, é considerada a capital da Revolução Constitucionalista de 1932. O feriado estadual de 9 de julho marca o início do conflito, no qual as ferrovias do Vale do Paraíba tiveram papel estratégico. A linha férrea foi fundamental para a distribuição de equipamentos aos combatentes durante as batalhas.
O conflito, que durou de 9 de julho a 2 de outubro, foi um movimento armado paulista contra o autoritarismo do Governo Provisório de Getúlio Vargas, buscando uma nova Constituição para o Brasil. Oficialmente, 943 pessoas morreram durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
Segundo o professor e historiador Carlos Felipe do Nascimento, a linha férrea foi crucial. Ele afirmou que, em Cruzeiro, a estação funcionou como centro de recrutamento e distribuição de equipamentos. O Túnel da Mantiqueira, local de intensos combates, registrou cerca de 250 mortes e divide os estados de São Paulo e Minas Gerais.
Além de Cruzeiro, outros trechos da Estrada de Ferro Central do Brasil no Vale do Paraíba serviram para o transporte de tropas, armamentos e suprimentos. O movimento, que teve confrontos sangrentos em Cruzeiro, demonstrou a importância da infraestrutura para o desenvolvimento da luta constitucionalista.

