Campinas foi um centro logístico crucial durante a Revolução Constitucionalista de 1932, onde bases aéreas e ferrovias apoiaram os paulistas. O movimento, que exigia o fim do governo de Getúlio Vargas, utilizou áreas que hoje são aeroportos, conforme relatos de historiadores.
O jornalista Luiz Roberto Saviani Rey afirmou que tanto a área atual do Aeroporto de Viracopos quanto a do Campo dos Amarais funcionaram como bases aéreas para os constitucionalistas. Durante os meses de julho, agosto e setembro de 1932, os paulistas utilizaram o espaço de Viracopos, então um embrião de aeroporto, para operações aéreas intensas, segundo Rey.
As bases operavam em condições precárias, exigindo que os soldados improvisassem pistas de pouso, muitas vezes cavando com ferramentas à mão. Além disso, a Estação de Campinas, hoje Estação Cultura, concentrava o comando de guerra no Largo do Rosário, coordenando o transporte de voluntários e suprimentos.
O movimento, que começou em 9 de julho de 1932, foi alvo de ataques do Governo Federal. Em 18 de setembro, a estação foi bombardeada, resultando na morte de um escoteiro de nove anos. O Aeroporto Campo dos Amarais foi inaugurado em 1939, e Viracopos foi homologado em 1960.

