A reforma tributária do consumo deixou o campo legislativo e passou a exigir adaptação imediata das empresas brasileiras. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) orienta que os empresários revisem processos e estratégias para a transição, que transformará o ambiente de negócios no país.
A CNC acompanha a regulamentação e defende a simplificação do sistema, mas exige que a implementação seja equilibrada para manter a competitividade dos setores de comércio, serviços e turismo. José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, afirmou que a reforma é uma oportunidade de modernizar o ambiente de negócios, contanto que haja segurança jurídica e carga tributária adequada.
A entidade alerta que qualquer elevação de custos pode ser repassada, pressionando preços e afetando a geração de empregos, especialmente no setor de serviços. Além da troca de tributos, a mudança exige que as empresas revisem sistemas de gestão, softwares fiscais e contratos. Gilberto Alvarenga, consultor tributário da CNC, disse que a preparação deve começar agora.
A CNC também pleiteia à Receita Federal do Brasil a prorrogação do prazo para a obrigatoriedade de informar dados de IBS e CBS nas notas fiscais, prevista para 3 de agosto. A entidade defende a ampliação da base de contribuintes e a manutenção da carga tributária por setor. Ademais, empresários devem avaliar o modelo de negócio até 30 de setembro de 2026, pois o Simples Nacional não será mais automaticamente a opção mais vantajosa.

