O presidente Babiš foi o último a se pronunciar no cume de Ancara, pois a República Tcheca, junto com Albânia e Eslovênia, é uma das poucas nações que não destina pelo menos dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa, um compromisso aliançado. Um crítico afirmou que o presidente estava ‘mais na vergonha’ no evento.
O crítico apontou que a representação do governo não foi digna, e que o país não fez mais do que o necessário para cumprir o compromisso de dois por cento. Ele declarou que o discurso do presidente Babiš não seria lembrado, sugerindo que seria melhor que todos esquecessem o ocorrido.
Em coletiva de imprensa em Ancara, o presidente Babiš garantiu que o compromisso seria cumprido no próximo ano. Contudo, ele justificou o atraso alegando que o país herdou um orçamento com um déficit de 90 bilhões, forçando uma escolha entre parar obras ou aumentar os gastos com defesa.
Um parlamentar do partido ANO defendeu o presidente, afirmando que o fato de Babiš falar por último foi consequência do não cumprimento do compromisso pela gestão anterior do presidente Fiala. O parlamentar disse que o governo atual trabalha para melhorar a situação, mas que precisa primeiro consolidar as finanças públicas.

