O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou a Operação Ouroboros nesta quinta-feira (9/7) e prendeu cinco pessoas envolvidas em um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). A autarquia estadual teria firmado contratos ilegais que totalizam R$ 86 milhões, segundo o MPRJ.
A investigação, que teve início após auditoria determinada pela gestão do governador em exercício Ricardo Couto, aponta que o IRM realizou licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022. As empresas contratadas, Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria, firmaram subcontratos fictícios com o Instituto Bio, repassando recursos do IRM.
Entre os detidos estão o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, e uma ex-fiscal da autarquia, Caroline Soares Barros. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) apontou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
O esquema também utilizou aditivos contratuais como frente de enriquecimento ilícito. Em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões em seus contratos. Foram cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão.

