Netflix e Spotify divulgaram os resultados do primeiro trimestre de 2026, apresentando narrativas de mercado distintas. A Netflix alcançou receita de US$ 12,25 bilhões, mas ficou abaixo da estimativa de lucro por ação. Já o Spotify registrou lucro por ação superior, mas preocupou investidores com projeções futuras mais modestas.
A receita da Netflix subiu 16,19% em um ano, totalizando US$ 12,25 bilhões. Contudo, o lucro por ação ficou em US$ 1,23, abaixo dos US$ 1,345 previstos. Um fator que distorceu o resultado foi uma taxa de rescisão da Warner Bros. de US$ 2,8 bilhões. A gestão da empresa, porém, elevou a previsão de fluxo de caixa livre para cerca de US$ 12,5 bilhões.
O motor de crescimento da Netflix é o plano com anúncios. Este modelo impulsionou mais de 60% das novas inscrições no primeiro trimestre em países que oferecem a opção. O número de anunciantes cresceu 70% em um ano, projetando US$ 3 bilhões em receita publicitária para o ano.
Em contraste, o Spotify obteve receita de US$ 4,53 bilhões, superando as expectativas. O lucro por ação foi de US$ 3,45. O plano Premium se consolidou como principal gerador de lucro, com margem bruta expandida para 35%. O aumento do valor médio por usuário pago foi auxiliado por reajustes de preço.
A estratégia de ambas as empresas diverge: Netflix investe em expansão, adquirindo ferramentas de inteligência artificial e entrando em esportes ao vivo. Spotify optou por um caminho mais disciplinado, focando em otimizar o plano premium e lançar recursos de inteligência artificial em beta.

