Bancos revisaram projeções da Natura após a empresa indicar um desempenho mais fraco da operação brasileira no segundo trimestre de 2026. Instituições como Itaú BBA e Bradesco BBI reduziram suas recomendações para neutra, enquanto o JPMorgan manteve visão positiva, mas apontou riscos de execução.
O Itaú BBA reduziu a recomendação da Natura para market perform, mantendo o preço-alvo em R$ 10. O banco explicou que a expectativa de queda de cerca de 14% na receita da Natura Brasil no 2T26 forçou a revisão de premissas de longo prazo, visto que a operação brasileira é o principal motor de lucro do grupo. O BBA apontou descompasso entre ganhos de participação no sell-out e fraqueza no sell-in, o que pode retardar a recuperação da receita.
O Itaú BBA também cortou as estimativas de lucro para 2026 em 79% e para 2027 em 37%, projetando lucro líquido de R$ 1,14 bilhão em 2027. O Bradesco BBI seguiu a tendência, rebaixando a recomendação para neutra e fixando o preço-alvo em R$ 10, e solicitou maior consistência na execução do plano de recuperação.
Em contraste, o JPMorgan manteve recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 14, baseado na expectativa de retorno de fluxo de caixa livre de 13%. Contudo, a instituição alertou que a execução operacional foi pior que o esperado, com indicadores preliminares indicando queda de receita entre 9% e 10% na comparação anual.

