O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra a influenciadora e a casa de apostas Blaze. O promotor pede indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 120 milhões. O processo foi protocolado no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) após denúncias de consumidores sobre retenção de valores e bloqueio de contas.
As apurações do MPDFT tiveram início em 2023, período em que a plataforma operava sem autorização federal. Segundo o MP, a empresa utilizava celebridades e influenciadores digitais para atrair usuários, prometendo ganhos rápidos e fáceis. Servidores do MP do DF se cadastraram na plataforma para monitorar as comunicações de marketing da operadora, que gerou mais de 42 mil reclamações registradas contra a Blaze.
Na ação, o MP busca a condenação solidária da influenciadora e da Blaze. Além da indenização por danos morais coletivos, o órgão pede que ambas custeiem e veiculem uma campanha de contrapropaganda educativa sobre os riscos do jogo, superendividamento e direitos do consumidor.
Em junho de 2025, uma senadora apresentou pedido de indiciamento contra a influenciadora e outras 14 pessoas, acusando-a de estelionato e propaganda enganosa por simular apostas de alto valor em redes sociais. A influenciadora declarou à época que se sentia “surpresa e espantada” com o pedido de indiciamento.

