A Microsoft registrou um aumento de 25% em suas emissões anuais de carbono em 2025, conforme seu relatório de sustentabilidade. O crescimento ocorre enquanto a empresa investe em data centers para sustentar o avanço da inteligência artificial, contrariando a meta de ser carbono negativa até 2030.
A companhia, sediada em Redmond, Washington, viu suas emissões de eletricidade comprada, conhecidas como Escopo 2, crescerem 25% no último ano. Em 2025, a Microsoft gerou 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, totalizando 20 milhões de toneladas líquidas após a compensação de carbono. Segundo a chefe de sustentabilidade, Melanie Nakagawa, o aumento também decorreu da decisão de suspender a compra de certificados de energia renovável de curto prazo.
Nakagawa afirmou que a empresa mantém o foco no objetivo de ser carbono negativa até 2030, buscando uma abordagem que contemple remoção de carbono, eletricidade livre de carbono e materiais sustentáveis. O relatório também apontou avanços, como o suprimento de mais água doce globalmente do que o retirado e a reutilização de 92% de servidores desativados.
As recentes ações da Microsoft geraram questionamentos entre defensores climáticos. A empresa firmou um acordo para construir uma instalação de gás natural no Texas. Além disso, houve relatos de que a Microsoft avalia a redução de compromissos de energia livre de carbono 24 horas por dia, embora Nakagawa tenha se recusado a confirmar a manutenção desse plano.

