O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da Warner pela Paramount. A operação, avaliada em US$ 110 bilhões, foi considerada sem preocupações concorrenciais pela área técnica do órgão.
A Superintendência-Geral do Cade concluiu que a concorrência remanescente afasta riscos de abuso de poder de mercado. O parecer do superintendente-geral Felipe Roquete indicou que a fusão concentra atividades em distribuição de filmes, produção, licenciamento e conteúdo audiovisual, abrangendo também setores como streaming, publicidade e videogames.
No segmento de streaming, a participação conjunta das plataformas Paramount+ e HBO Max fica abaixo de 20%, patamar inferior ao indicativo de posição dominante. Caso a fusão seja aprovada definitivamente, a nova companhia reunirá direitos de transmissão de competições como Copa Libertadores, Copa Sul-Americana e Champions League no Brasil.
A análise também identificou integrações verticais com a rede de cinemas UCI, do grupo Paramount Skydance, mas descartou riscos. O Cade rejeitou pedidos de entidades como Feneec e Abraplex, que alegavam que a fusão ampliaria o poder de barganha da nova companhia.

