Em um feito inédito, médicos concluíram duas cirurgias de remoção de vesícula em mamíferos não primatas utilizando robôs humanoides controlados remotamente. O ensaio pré-clínico, detalhado em estudo, mostra que os dispositivos podem ser menores e mais acessíveis que sistemas robóticos atuais.
Os robôs humanoides, apelidados de “Surgie”, possuem cerca de um metro e sessenta centímetros de altura e pesam apenas 60 libras. Diferentemente de sistemas robóticos tradicionais, que são grandes e exigem equipes especializadas, os robôs humanoides são menores, adaptáveis e mais econômicos. Segundo Michael Yip, engenheiro da Universidade da Califórnia em San Diego, os robôs operados remotamente têm potencial para aumentar o acesso a cirurgias críticas.
Os especialistas relataram que o controle dos robôs à distância foi surpreendentemente natural. Um dos cirurgiões da Universidade da Califórnia em San Diego comentou que o dispositivo se integrou bem ao fluxo de trabalho e ocupou uma fração do espaço de uma sala de cirurgia. O objetivo futuro é desenvolver um assistente cirúrgico autônomo para auxiliar equipes com falta de pessoal.
Embora os primeiros procedimentos tenham enfrentado desafios, como a necessidade de recalibração e latência no controle, os pesquisadores são otimistas. O tempo de cirurgia, que levou seis horas no primeiro caso, tem diminuído drasticamente, comparado aos procedimentos assistidos por máquinas atuais, que duram cerca de 30 minutos.

