A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, solicitou ao rei Charles III a autorização para liberar reservas de ouro do país mantidas no Banco da Inglaterra. Os ativos, avaliados em cerca de US$ 1,9 bilhão, devem ser usados para financiar a assistência às vítimas dos terremotos que atingiram o país em 24 de junho.
Segundo a presidente interina, o ouro pertence ao povo venezuelano e deve ser usado para lidar com as consequências do sismo. As reservas permanecem bloqueadas após a Justiça britânica negar ao governo o controle sobre os ativos. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina após a prisão do líder do país em 3 de janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas.
A presidente também comunicou à diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, o pedido de acesso aos recursos do país no organismo. O chanceler venezuelano, Yván Gil, também defendeu a liberação dos recursos congelados no exterior.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo e causaram grande destruição em Caracas e no Estado costeiro de La Guaira. O governo venezuelano informou que 3.811 pessoas morreram e 16.740 ficaram feridas. A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo para arrecadar US$ 296 milhões para operações de ajuda humanitária nos próximos seis meses.

