Políticos debatem o financiamento da aliança transatlântica, concordando com a permanência dos Estados Unidos na organização, mas divergindo sobre os aportes financeiros. Um político apontou que, enquanto o restante da aliança discute três ou quatro por cento do PIB, a República Tcheca defende o patamar de dois por cento.
Uma eurodeputada de um partido governista criticou o governo anterior, afirmando que ele não cumpriu os dois por cento de investimento em defesa. Ela declarou que a atual coalizão planeja cumprir o compromisso, mas não enviará mais recursos para a Ucrânia. Segundo ela, o país cumprirá seus deveres, mas não ajudará outras nações por falta de capacidade financeira, focando na proteção interna e externa da República Tcheca.
O mesmo político classificou a postura de alguns como alibismo. Ele explicou que, para garantir a segurança nacional, é crucial investir na capacidade de defesa e manter uma política externa robusta. Além disso, ele comentou que o estado gera receita com os refugiados ucranianos por meio de suas contribuições.
Em relação ao cume da OTAN em Ancara, houve visões distintas sobre a participação da República Tcheca. Enquanto o chefe de Estado se reuniu com líderes da Finlândia, Polônia e Eslováquia, o primeiro-ministro negociou com líderes da Holanda, Eslovênia e Bulgária. O político discordou da avaliação de que as negociações bilaterais foram positivas, afirmando que a República Tcheca não teve um papel digno, citando as tensões visíveis entre o presidente e o primeiro-ministro.

