O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quinta-feira, dia 9 de julho de 2026, que a interferência de Donald Trump na Copa do Mundo demonstra o que o presidente dos Estados Unidos está disposto a fazer nos bastidores. Boulos classificou os episódios como uma ameaça à soberania nacional e criticou a proximidade de membros da família de Jair Bolsonaro com o governo americano.
Boulos citou três episódios para sustentar a crítica. O primeiro envolveu a derrubada da suspensão automática de um jogador da seleção norte-americana após ligação de Trump ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. Segundo o ministro, a Fifa acatou o pedido, e o atleta entrou em campo, mas a seleção dos Estados Unidos foi eliminada pela Bélgica por 4 a 1.
O ministro também mencionou o veto a um árbitro africano escalado para o torneio, que teria sido proibido de entrar em aeroporto norte-americano. Boulos declarou que essa decisão foi motivada por preconceito e racismo. O terceiro caso citado foi o interrogatório do artilheiro da seleção do Iraque em um aeroporto dos EUA, que incluiu a vistoria de seu celular.
Ao estender as críticas à política interna brasileira, Boulos comentou que Trump teria dito que o próximo desafio dele seria o Brasil, após as eleições no Peru e na Colômbia, onde a extrema-direita venceu.

