A PepsiCo frustrou as expectativas de lucro de Wall Street no segundo trimestre, pressionada pela desaceleração do consumo nos Estados Unidos. A companhia divulgou que o lucro ajustado foi de US$ 2,20 por ação, abaixo dos US$ 2,21 projetados por analistas, apesar de a receita ter alcançado US$ 24,18 bilhões.
A empresa afirmou nesta quinta-feira (9) que a inflação e o aumento dos combustíveis reduziram o poder de compra dos consumidores americanos, especialmente na América do Norte. O lucro líquido no trimestre encerrado em 13 de junho foi de US$ 2,98 bilhões, ou US$ 2,18 por ação. No mesmo período do ano anterior, o lucro líquido foi de US$ 1,26 bilhão, ou US$ 0,92 por ação.
O desempenho mais fraco ocorreu nas operações da América do Norte. Enquanto o volume da divisão de alimentos permaneceu estável, o volume de bebidas caiu 4%. O CEO Ramon Laguarta comentou em teleconferência com analistas que o consumidor está pior do que previsto, citando os preços da gasolina como fator principal. Nos demais mercados, a demanda foi mais forte, com o volume de alimentos crescendo 3% e o de bebidas subindo 2% globalmente.
A companhia tenta reverter a tendência de demanda fraca na América do Norte, que se repete após dois anos. Em fevereiro, a PepsiCo reduziu em até 15% os preços de marcas como Lay’s e Doritos. O diretor financeiro Steve Schmitt declarou que a empresa prevê uma melhora mais gradual nas tendências de desempenho durante o restante do ano, mantendo a projeção de crescimento de 2% a 4% da receita orgânica para 2026.

