O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz caiu drasticamente após a nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã, segundo a Lloyd’s List Intelligence. A passagem, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, viu o fluxo de embarcações rastreáveis praticamente paralisar no início desta quinta-feira (9).
A consultoria britânica de dados marítimos informou que o fluxo de navios pelo estreito diminuiu significativamente com o aumento das tensões. O Estreito de Ormuz é uma rota sensível para o transporte global de petróleo. Em 2024, a rota registrou cerca de 20 milhões de barris por dia, o que representa aproximadamente 20% do consumo mundial de líquidos de petróleo, conforme dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).
No início da quinta-feira (9), apenas dois navios-tanque foram registrados cruzando o estreito: o superpetroleiro iraniano Berg 1 e o navio químico Well Sail. Parte da queda no tráfego rastreável pode ser resultado do desligamento de sistemas de identificação automática (AIS) por parte das embarcações em áreas de risco.
A redução do fluxo ocorre em meio à retomada dos ataques entre os países. A escalada ameaça uma trégua frágil e reacende o risco de interrupções em uma das rotas mais importantes para os exportadores do Golfo.

