Raquel Teixeira, sócia da EY, afirmou que mulheres empreendedoras precisam se reconhecer como fundadoras e CEOs para alcançar maior segurança no crescimento de seus negócios. A executiva disse que muitas dominam a parte técnica, mas enfrentam dificuldades em assumir simbolicamente o lugar de liderança que já exercem na prática.
A sócia da EY, que lidera programas de empreendedorismo e impacto, explicou que o desafio reside na percepção do próprio papel. Segundo ela, muitas empreendedoras não enxergam a posição que ocupam, pois a liderança parece maior do que elas. Teixeira relatou que sua experiência anterior, de dez anos em uma empresa de imigração, formou sua visão de liderança baseada em responsabilidade e cuidado.
Para a executiva, um ponto central é o reconhecimento da própria posição. Ela comentou que homens se apresentam com mais naturalidade como fundadores ou CEOs, enquanto mulheres demonstram mais receio, comportamento que ela associa à síndrome da impostora. Por isso, o programa Winning Women, que ela lidera, foca no autoconhecimento e na segurança das participantes.
Teixeira também diferenciou mentoria de patrocínio, observando que mulheres frequentemente possuem muitos mentores, mas poucos patrocinadores — indivíduos que abrem portas e levam empresas a novos espaços. Além disso, ela alertou que, embora a inteligência artificial ajude na produtividade, ela não substitui a relação humana essencial na construção de negócios.

