O Ministério Público do Rio Grande do Sul acionou a Interpol para colher informações sobre o missionário dos Estados Unidos preso após confessar ter espancado o filho de 3 anos. A criança morreu na madrugada desta quinta-feira, dia 9. O homem, de 33 anos, está preso preventivamente desde domingo, dia 5.
A subprocuradora para assuntos institucionais do MP, Alessandra Moura Bastian da Cunha, declarou que o objetivo da solicitação à Interpol é verificar se o homem possui antecedentes criminais nos Estados Unidos ou se era procurado lá antes de migrar ao Brasil. A família, que incluía a mãe também presa nesta quinta, passou por pelo menos dois estados brasileiros antes de chegar ao Rio Grande do Sul.
O pai confessou à Polícia Civil ter agredido o filho com socos e batido a cabeça da criança no chão porque o menino não lhe deu “bom dia”. Contudo, o Ministério Público desconfia do uso de um objeto. Foi solicitado mandado de busca e apreensão na residência, pois o relato médico indicou lesões que poderiam ter sido causadas por um instrumento contundente, e não apenas por punhos.
Além do caso do menino, o órgão identificou agressões contra os três irmãos mais velhos. Está sendo solicitado prontuários médicos de todos os hospitais por onde a família passou para apurar a extensão da violência familiar. A subprocuradora relatou que o MP tomou conhecimento do caso apenas no dia em que a criança foi levada ao hospital.

