A S&P Global Ratings rebaixou a nota de crédito da Cosan de BB- para B+ e manteve a perspectiva negativa na quinta-feira (9). O corte ocorreu devido à perda de força do perfil de negócios da companhia após a reestruturação da dívida da Raízen, joint venture com a Shell.
A reestruturação da dívida da Raízen envolve cerca de R$ 65 bilhões. O plano prevê a conversão de 45% do passivo em participação acionária e um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell. Com isso, a participação da Cosan no ativo perde peso, pois a holding já não reconhece os efeitos da Raízen em suas demonstrações financeiras desde março.
Em teleconferência com investidores, o presidente da Cosan, Marcelo Martins, declarou que a participação da holding na Raízen não deve ser expressiva após o processo. A empresa pode vender sua participação, e a estrutura passa a se apoiar em ativos como Rumo, Compass, Moove e Radar.
A Cosan tem como meta atingir dívida líquida zero e avalia alternativas envolvendo subsidiárias estratégicas. A S&P projeta que a alavancagem líquida consolidada da Cosan fique entre 2,5 vezes e 3 vezes em 2026. O risco apontado pela agência é que novas vendas de ativos enfraqueçam a diversificação do grupo.

