A transição de governo na Colômbia foi suspensa após o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, reagir à recusa do presidente Gustavo Petro em reconhecer o resultado das eleições presidenciais de junho. Espriella declarou que não há condições de conduzir o processo enquanto o governo atual contestar sua vitória.
A disputa política ganhou destaque nesta semana. Segundo Espriella, o processo de transição não pode avançar enquanto o governo atual contestar o pleito. Petro, por sua vez, afirmou não reconhecer a legitimidade do novo governo e considerou Iván Cepeda o vencedor da disputa, apesar de observadores nacionais e internacionais não apontarem indícios de fraude.
A transferência de poder na Colômbia é regulamentada pela Lei 951, de 2005. A norma estabelece procedimentos para a entrega da administração pública, exigindo que quem deixa o cargo apresente um relatório de atividades e gestão de recursos em até 15 dias. O sucessor deve analisar a documentação e comunicar irregularidades aos órgãos de fiscalização em até 30 dias.
Apesar da paralisação dos encontros técnicos anunciada por Espriella, o ministro da Fazenda, Germán Ávila, informou que a entrega dos documentos previstos em lei continuará. Espriella também confirmou que tomará posse em um quartel militar e nomeou Omar Bula Escobar para comandar o Ministério das Relações Exteriores do futuro governo.

