Donald Trump demitiu nesta quinta-feira (9) os três últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), órgão federal independente que auxilia na organização das eleições nos Estados Unidos. A medida ocorre poucos meses antes das eleições de meio de mandato, em novembro, e intensifica a disputa sobre a influência do governo federal no sistema eleitoral.
A demissão acontece enquanto o presidente repete alegações de fraude na eleição de 2020, sem apresentar provas. Trump busca aumentar a influência do governo federal sobre o sistema eleitoral, que é tradicionalmente administrado pelos estados. A Casa Branca confirmou as saídas, e um funcionário do governo disse que o presidente tem autoridade para remover pessoas que “talvez não estejam totalmente alinhadas com a importante tarefa de garantir a segurança das eleições nos Estados Unidos e assegurar que todos os votos legais sejam contabilizados”.
Os três comissários deixaram os cargos de formas distintas: um indicado pelo Partido Republicano renunciou, enquanto os outros dois, indicados pelo Partido Democrata, foram demitidos por e-mail pelo Escritório de Pessoal Presidencial da Casa Branca. A EAC, criada pelo Congresso em 2002, funciona como um centro de apoio nacional, certificando sistemas de votação e mantendo o registro de eleitores por correspondência.
A decisão gerou reação de oposição. O senador democrata Mark Warner, da Virgínia, afirmou que a ação “deveria preocupar todos os americanos, independentemente do partido”. Warner declarou que remover os comissários restantes antes das eleições legislativas de 2026 “levanta sérias preocupações sobre interferência política nas instituições que dão suporte às nossas eleições”.

