Especialistas exigem que autoridades municipais preparem ações para enfrentar os impactos do El Niño no Brasil. O fenômeno climático pode intensificar chuvas em regiões como o Sul e elevar temperaturas no Norte e Nordeste, gerando riscos ambientais.
O monitoramento climático está mais constante em municípios como Francisco Morato, na Grande São Paulo, que possui 130 áreas de risco para inundações e deslizamentos. A Defesa Civil local organiza treinamentos, pois o monitoramento é intensificado pela chegada do El Niño, que pode alterar padrões climáticos fora de época.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) acompanha o comportamento do fenômeno e afirma que ele contribui para chuvas mais intensas na Região Sul e para temperaturas mais altas nas regiões mais secas. A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, declarou que isso gera impactos para a saúde, fauna e flora.
Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), disse que a prevenção exige ação coordenada entre cidades, estados e governo federal. Ele afirmou que é necessário realizar ações como a limpeza de esgotos e a armazenagem de água potável, visto que mais de 1,5 mil municípios apresentam alto risco.

