O Ministério Público do Rio deflagrou a Operação Ouroboros, que investiga um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole. A ex-fiscal do órgão, apontada como a “Mulher da Mala”, é suspeita de ter desviado R$ 3 milhões em 13 saques em dinheiro vivo.
A investigação aponta que o Instituto Rio Metrópole, criado em 2018 para planejar o desenvolvimento da Região Metropolitana, foi usado para desviar recursos públicos. Segundo o Ministério Público, licitações eram direcionadas a empresas previamente escolhidas, que firmavam contratos fictícios com a autarquia. O prejuízo estimado pelo esquema é superior a R$ 86 milhões entre 2022 e 2025.
A atuação da ex-fiscal, que realizou os saques com escolta armada em Teresópolis, foi um ponto central da operação. Foram cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Onze pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
O procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, afirmou que a investigação revela como estruturas do Estado foram capturadas por organizações criminosas. A Justiça determinou o afastamento dos servidores públicos envolvidos e o sequestro de bens dos acusados.

