Fabricantes de chips de memória registraram queda de 40% a 50% em 21 dias, gerando receio de topo de ciclo no mercado de semicondutores. Enquanto isso, a Dahlia Capital mantém a estratégia de investir em empresas ligadas à Inteligência Artificial, apesar da volatilidade.
Murilo Freiberger, gestor da Dahlia Capital, comentou a tensão no setor, que viu ações de fabricantes de memória desabarem rapidamente. O índice S&P 500, contudo, renova recordes, contrastando com a correção observada na superfície do mercado de semicondutores. A Micron, por exemplo, recuou cerca de 25%, enquanto outros nomes do setor perderam metade do valor.
A estratégia da gestora foca em empresas ligadas à corrida da IA, como NVIDIA, Broadcom e TSMC. No início do ano, o preço da memória subiu até cinco vezes, impulsionando gigantes como Micron e Samsung. Recentemente, houve uma rotação de capital, com papéis de memória caindo e donas de centros de dados, como Meta, voltando a ganhar fôlego.
O receio atual do mercado é o chamado “pico de gastos”, questionando o retorno esperado dos investimentos em IA. Apesar disso, Freiberger afirmou que os lucros das empresas do S&P 500 crescem acima de 20% ao ano, superando as projeções iniciais de 13% a 14%.

