Autoridades de um município italiano ordenaram que plataformas de entrega suspendam ou limitem drasticamente os serviços de almoço nos dias mais quentes. A medida, que vale em dias com alerta de alto risco por calor, gera protestos de sindicatos que alegam prejuízo na remuneração dos entregadores.
A restrição ocorre no período entre 12h30 e 16h, quando as temperaturas sobem significativamente e os pedidos de almoço online aumentam. As plataformas não podem pagar bônus por entregas rápidas e devem assegurar melhores condições de trabalho aos entregadores, que circulam em veículos como patinetes e bicicletas nas ruas quentes.
A prefeitura, liderada por uma coalizão de centro-esquerda, justificou a regulamentação pela proteção da saúde dos trabalhadores. Contudo, sindicatos contestaram a decisão. Andrea Bacchin, da central sindical CGIL, explicou que parte da remuneração dos entregadores está atrelada ao volume de entregas realizadas.
Bacchin declarou que, com a nova regra, os trabalhadores não receberão parte da renda nesses dias. O novo regulamento começou a valer na terça-feira e será aplicado em dias em que há previsão de onda de calor na Itália.

