O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM). Onze pessoas foram denunciadas por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo movimentação de pelo menos R$ 86 milhões.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal, resultou no cumprimento de seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis. Entre os alvos está o ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti e atual presidente do IRM, Davi Perini Vermelho. Além disso, o diretor de Planejamento e Projetos do instituto, Maurício Silva Knoploch dos Santos, é considerado foragido.
Segundo o MPRJ, servidores do IRM utilizavam contratos do órgão para desviar verbas. Duas empresas contratadas recebiam pagamentos do instituto e, em seguida, transferiam os valores ao Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), empresa apontada como fachada para saque em espécie. Franquis Dias Nepomuceno, Marcelo Lopes da Silva, Caroline Soares Barros e Amanda Íthala Santos da Paschoa também foram presos.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que a investigação teve origem em trabalho conjunto entre a Controladoria-Geral do Estado e o Gabinete de Segurança Institucional, que identificaram indícios de irregularidades no IRM. Os cargos dos dirigentes da autarquia possuem mandato fixo de quatro anos.

