Escolas utilizam o processo de ‘scout’, inspirado em clubes esportivos, para identificar e desenvolver jovens com potencial atlético. O trabalho ocorre antes das competições, com professores observando alunos em diversas atividades para montar equipes competitivas para torneios como o Intercolegial.
O processo de prospecção de talentos envolve a análise do desempenho dos estudantes durante as aulas de educação física e o recreio, além do acompanhamento de competições internas e projetos sociais. Segundo o coordenador de esportes da Santa Mônica Rede de Ensino, Luiz Cezar Soares, todos os profissionais recebem orientação para observar aptidões esportivas fora do ambiente formal de aula.
A rede promove anualmente ‘meetings’, competições internas que servem como vitrine para novos atletas. Estudantes que se destacam são acompanhados de perto e, em alguns casos, recebem bolsas de estudo. Um exemplo citado é um adolescente de 13 anos, que foi notado jogando tênis de mesa no recreio e evoluiu para o Intercolegial.
Outra rede, a ZeroHum, estende o monitoramento para além das unidades escolares, estabelecendo parcerias com projetos em Niterói e Seropédica. Para a avaliação, os estudantes passam por um processo que solicita um ‘currículo esportivo’ aos responsáveis, detalhando trajetória e resultados. O foco atual inclui badminton, lutas, xadrez e tênis de mesa.

