A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) utiliza a Lista Vermelha para solicitar a cooperação de 196 países na localização e detenção de foragidos procurados por crimes graves. Atualmente, 79 brasileiros constam entre os 6.429 indivíduos sob notificações públicas da organização.
A inclusão na Lista Vermelha não constitui uma ordem de prisão internacional direta, mas sim um pedido formal às polícias de todo o mundo para que encontrem e detenham o indivíduo. Os alertas são emitidos para pessoas procuradas por julgamento ou cumprimento de pena em casos de homicídio, tráfico de drogas, corrupção e fraude financeira, após processos criminais no país solicitante.
O processo de inclusão exige análise rigorosa da Força-Tarefa de Avisos e Difusões da Interpol, sediada em Lyon, França. No Brasil, a Polícia Federal atua como representante do órgão. A organização também possui outras formas de alertas, como a Difusão Amarela, usada para localizar pessoas desaparecidas, e a Difusão Azul, para coletar informações sobre investigações.
Entre os casos notórios, o empresário Carlos Ghosn foi indiciado no Japão por crimes financeiros e entrou no alerta vermelho após fugir para o Líbano em 2019. Outros casos brasileiros incluem o empresário Ricardo Andrade Magro, incluído a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) por investigações de sonegação fiscal e corrupção.

