A União Europeia ameaça multar a Meta em até 6% de seu faturamento anual global caso a empresa não altere os mecanismos de design do Facebook e do Instagram. O órgão europeu alega que as plataformas utilizam recursos que estimulam o uso prolongado, elevando riscos a crianças e adolescentes.
A avaliação preliminar da Comissão Europeia aponta que funcionalidades como a rolagem infinita de conteúdo, a reprodução automática de vídeos e os sistemas de recomendação personalizados incentivam um comportamento compulsivo. Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, declarou que as empresas de tecnologia devem assumir maior responsabilidade pelos efeitos de seus serviços.
Entre as medidas sugeridas, a Comissão propõe a desativação padrão de ferramentas potencialmente viciantes, como o autoplay e a rolagem infinita. Também sugere a implementação de pausas obrigatórias de tempo de tela e ajustes nos algoritmos para reduzir o engajamento excessivo. A investigação, iniciada em 2024 sob a Lei de Serviços Digitais (DSA), também questiona a atenção da Meta ao tempo de conexão de menores durante a noite.
A Meta contestou as conclusões preliminares da Comissão Europeia, afirmando que continuará colaborando com as autoridades. A empresa alega que já adota medidas, como as “Contas para Adolescentes”, para limitar o acesso noturno. No entanto, as autoridades europeias mantêm a investigação em andamento, visando incentivar melhorias concretas nas plataformas.

