Representantes dos trabalhadores da Volkswagen bloquearam um plano de reestruturação da montadora alemã nesta sexta-feira. A decisão ocorre enquanto o presidente-executivo, Oliver Blume, busca tornar o grupo mais enxuto para enfrentar a concorrência chinesa e os custos tarifários dos Estados Unidos.
A estrutura de governança da Volkswagen, que dá maioria aos sindicatos e ao Estado da Baixa Saxônia no conselho de supervisão, dificultou a aprovação da proposta. Em reunião na quinta-feira, o colegiado votou por 12 votos a 7 contra a administração.
A empresa divulgou queda de 8,6% nas entregas no segundo trimestre, a maior retração em quatro anos. Fontes indicaram que a proposta inicial de Blume previa a eliminação de até 100 mil empregos e o fechamento de quatro fábricas na Alemanha. No entanto, o comunicado oficial da companhia não mencionou cortes de empregos.
O maior sindicato industrial da Alemanha, IG Metall, realizou manifestações em todo o país, exigindo clareza sobre os planos de redução de custos. Analistas apontam que o plano apresentado carece de detalhes concretos, apesar de alguns verem positivamente a simplificação do portfólio de marcas.

