As ações da MRV (MRVE3) subiram 4,64% na sexta-feira (10) após a construtora divulgar geração de caixa operacional de R$ 19,6 milhões no segundo trimestre de 2026. O resultado reverteu queimas de caixa de períodos anteriores, elevando o caixa total para R$ 121 milhões no período.
O relatório, assinado por analistas de instituições financeiras, apontou a melhora gradual da disciplina financeira da companhia. O Bradesco BBI, por exemplo, considerou os números ligeiramente positivos e manteve recomendação de compra, fixando preço-alvo em R$ 14. A XP Investimentos avaliou a prévia operacional como ligeiramente negativa, mas destacou a força na geração de caixa, prevendo um terceiro trimestre robusto com o desfazimento de ativos da Resia.
Outras instituições apresentaram visões mais cautelosas. O Itaú BBA manteve recomendação market perform (neutra) e apontou que a geração de caixa ficou abaixo das expectativas do banco no segundo trimestre. O Morgan Stanley também manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 8,00, embora tenha destacado a surpresa positiva do caixa, impulsionada por operações da MRV Desenvolvimento e da Resia.
Apesar da queda acumulada de 36% no ano, os bancos mantêm cautela. O Itaú BBA exige sinais mais claros de redução da alavancagem, enquanto o Morgan Stanley observou que divisões como Urba e Luggo continuam consumindo caixa, apesar da resiliência do segmento de baixa renda impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

