A Djassi Africa, organização de venture building e investimento, busca consolidar o Brasil como um mercado estratégico para sua expansão internacional. A empresa, fundada em 2020, foca em impulsionar startups lideradas por grupos sub-representados, aproveitando a escala de mercado e a proximidade linguística do país com a África lusófona.
A companhia, que já conta com mais de 600 empresas em seu ecossistema, tem como objetivo fomentar o triângulo de negócios que une o Brasil, os países africanos de língua portuguesa — Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique — e Portugal como porta de entrada para a União Europeia. Segundo Fernando Cabral, General Partner da Djassi Ventures, o Brasil apresenta características que tornam o país estratégico para o desenvolvimento de negócios liderados por grupos minorizados.
A atuação da Djassi Africa evoluiu de um apoio exclusivo a fundadores africanos para abranger todos os grupos sub-representados nos ecossistemas de inovação. A missão da organização é impulsionar startups de alto potencial que utilizam tecnologia digital para gerar impacto econômico e social. A empresa atua em estágios iniciais, como ideação, pré-seed e seed, oferecendo apoio na estruturação do negócio, além de conectar fundadores a investidores-anjo e fundos de venture capital.
Fernando Cabral comentou que o principal desafio atual da Djassi Africa é a percepção de mercado, pois o foco em grupos sub-representados faz com que parte do mercado associe a empresa à filantropia. Ele afirmou que o trabalho realizado é de negócio, visando criar as melhores startups do mercado. Para os anos de 2026 e 2027, a estratégia prioriza o fortalecimento da presença no Brasil, na África lusófona e na Europa.

