O interesse principal de Washington no Brasil reside nas terras-raras e nos minerais críticos, segundo um negociador. Ele avalia que é possível um bom acordo com os Estados Unidos sobre o tema, apesar do volume de comércio ser considerado pouco relevante para a negociação tarifária.
O negociador, com décadas de experiência em tratativas internacionais, afirmou que o foco de Washington não é o volume de comércio bilateral, mas sim os recursos estratégicos. Ele comentou que os Estados Unidos possuem tanto os recursos quanto a tecnologia necessários para desenvolver a cadeia produtiva desses minerais.
A avaliação é de que um termo favorável ao Brasil é alcançável. O negociador, que falou sob anonimato, indicou que a questão das terras-raras e minerais críticos é o ponto central para destravar a negociação sobre a nova imposição de tarifas sob a Seção 301.

