A oferta de XRP disponível para negociação em bolsas atingiu um nível de sete anos, reduzindo-se pela metade em nove meses. Apesar da escassez, o preço da criptomoeda segue em declínio, pressionado por fatores macroeconômicos e pela falta de clareza regulatória nos Estados Unidos.
A quantidade de XRP mantida em bolsas, ou seja, os ativos disponíveis para compra e venda, diminuiu drasticamente. Em outubro de 2025, bolsas detinham cerca de 3,76 bilhões de XRP; hoje, o número está próximo de 1,6 bilhão, o menor em sete anos. Essa redução ocorreu porque os ETFs de XRP retiraram aproximadamente 970 milhões de XRP para custódia e detentores de longo prazo moveram grandes volumes para carteiras privadas.
Apesar da diminuição da oferta, o preço não subiu. O mercado de criptoativos opera em um equilíbrio entre compradores e vendedores. A saída de moedas do mercado reduz a oferta de venda, mas o preço só sobe se houver demanda forte. No entanto, durante grande parte de 2026, os compradores não demonstraram interesse suficiente.
A pressão de baixa veio de fatores externos. O aumento dos preços do petróleo, impulsionado por conflitos, elevou a inflação para cerca de 4%. Em resposta, o Federal Reserve manteve as taxas de juros altas, tornando títulos governamentais mais atrativos que ativos de risco como o XRP. O Bitcoin também sofreu, caindo de cerca de US$ 70.000 para US$ 58.000, arrastando o mercado junto.
O principal catalisador para uma reversão é o Digital Asset CLARITY Act, que retornará ao Senado em 13 de julho. A aprovação da lei definiria o status legal de XRP nos EUA, o que poderia atrair até US$ 8 bilhões para os ETFs de XRP. Contudo, a aprovação ainda depende de votos no Senado.

