Um incêndio florestal em Almería, província do sul da Espanha, matou pelo menos 12 pessoas e deixou 23 desaparecidas na noite de quinta para sexta-feira, 10. As chamas consumiram mais de 3.200 hectares de mata e áreas agrícolas, enquanto temperaturas extremas atingem o país.
O fogo, que começou em um povoado semiárido perto da Sierra de Los Filabres, mobilizou cerca de 150 bombeiros e 220 soldados da unidade militar de emergências. O líder regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, informou que oito pessoas ficaram feridas. Autoridades regionais indicaram que quatro cidadãos britânicos e outros estrangeiros podem estar entre os mortos.
Serviços de emergência da Andaluzia apontaram que a maioria das vítimas morreu ao tentar escapar ou ao ignorar orientações de segurança. Segundo Antonio Sanz, responsável pelos serviços de emergência, sete pessoas morreram ao abandonar os carros em busca de rota de fuga. O primeiro-ministro Pedro Sánchez lamentou o ocorrido, declarando haver “imensa tristeza e desolação” diante das consequências.
A tragédia se insere em um contexto de calor extremo na Europa. O serviço Copernicus da União Europeia afirma que o continente aquece duas vezes mais rápido que a média global desde os anos 1980. Cientistas explicam que a mudança climática intensifica a seca e o calor, elevando a vulnerabilidade de regiões como a Espanha a focos de incêndio.

