Investidores apontam uma mudança no fluxo de capital do setor de defesa, que se afasta dos grandes contratados americanos. Segundo Andrew King, sócio geral da Bastille Capital, o capital está migrando para empresas internacionais e operadores privados, mesmo com o orçamento do Pentágono atingindo 1,45 trilhão de dólares para o ano fiscal de 2027.
King afirmou a veículos de comunicação que o comércio de defesa se desvinculou do modelo tradicional. Enquanto o orçamento militar cresce, empresas conhecidas, como Lockheed Martin e Northrop Grumman, registraram quedas acentuadas desde fevereiro de 2026. O plano do Departamento de Defesa para o ano fiscal de 2027 totaliza $1,45 trilhão, um aumento de $440,894 bilhões em relação aos níveis aprovados em 2026.
O analista propôs a criação da ‘Allied Defense League’, um quadro focado em 300 empresas cruciais para competir contra nações adversárias. King declarou que 92 dessas empresas são internacionais, um dado que ele descreveu como inédito. Esse movimento reflete o aumento do gasto de defesa na Europa, que se comprometeu com mais de €800 bilhões através do Plano ReArm Europe 2030.
O fluxo de contratos recentes reforça essa tendência. Um consórcio da Raytheon UK garantiu um contrato de 15 anos no valor de £2 bilhões com o Ministério da Defesa do Reino Unido. King concluiu que, em vez de focar na hegemonia dos EUA, o mercado deve adotar uma perspectiva de ‘jogo aliado’ para o futuro.

