O primeiro-ministro de Israel intensifica esforços para aprovar sete projetos estratégicos no Knesset, visando preservar a unidade de sua coalizão governista antes das eleições legislativas previstas para o fim de outubro. A iniciativa gera forte reação da oposição, que acusa o governo de usar os dias finais da legislatura para interesses políticos.
A estratégia do líder visa cumprir compromissos com aliados e manter a estabilidade política em um momento de incerteza. Pesquisas indicam que o premiê enfrenta desgaste após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deflagrou a guerra na Faixa de Gaza. O líder da oposição afirmou que o governo foca em sua sobrevivência política.
Entre as pautas, destaca-se o projeto que amplia a isenção do serviço militar obrigatório para estudantes religiosos, atendendo a uma reivindicação dos partidos ultraortodoxos. Outras propostas incluem uma reforma no setor de comunicação, que altera a regulação de TV e streaming, e a modificação do papel da procuradora-geral de Israel, que tiraria caráter vinculante de seus pareceres para o Executivo.
O Knesset deve ser dissolvido em 15 de julho, mas a legislação permite prorrogação da sessão por até 12 dias, tempo que o governo pode usar para concluir votações essenciais. Críticos apontam que as medidas podem limitar a fiscalização e aumentar a influência política sobre os meios de comunicação.

