A NASA testou um novo propulsor elétrico de alta potência, que utiliza plasma de lítio, em um protótipo magnetoplasmadinâmico (MPD) na Califórnia. O equipamento alcançou cerca de 120 quilowatts de potência, marcando um avanço potencial para futuras missões tripuladas a Marte.
O sistema, desenvolvido pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), opera com eletricidade e campos magnéticos, diferentemente dos foguetes químicos tradicionais. O lítio é aquecido e transformado em plasma, que é então acelerado para fora do propulsor, gerando impulso no espaço.
A principal vantagem dessa propulsão é a capacidade de gerar força continuamente por longos períodos. Essa característica é relevante para viagens de longa distância, como a ida a Marte, que pode durar vários meses, superando a limitação de consumo de combustível dos motores químicos.
Apesar do avanço, a agência espacial norte-americana declarou que o equipamento ainda está em fase experimental. A tecnologia precisa passar por novos testes para garantir estabilidade e segurança antes de ser aplicada em missões com astronautas.

