Um juiz do Rio de Janeiro decretou prisões preventivas contra pessoas ligadas ao Instituto Rio Metrópole (IRM) em um caso de desvio de recursos públicos. A decisão, baseada em denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), aponta um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
O magistrado Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, fundamentou as prisões após o Gaesf, do MPRJ, denunciar onze pessoas por participação em organização criminosa. A autarquia estadual, criada para coordenar políticas de saneamento e mobilidade urbana na Região Metropolitana, teria movimentado R$ 86,28 milhões em recursos públicos entre julho de 2022 e maio de 2026.
Dos onze denunciados, seis tiveram a prisão preventiva decretada, enquanto cinco responderão a medidas cautelares. Rubioli declarou que o cenário revelado representa um quadro de “total aparelhamento espúrio do Estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações donairosas que levaram o mesmo à bancarrota”. Além das prisões, o juiz determinou o afastamento dos denunciados de seus cargos.
O magistrado também acolheu o argumento do MPRJ e exigiu que o governador em exercício, Ricardo Couto, indique novos dirigentes para o IRM. Ademais, foram suspensos cautelarmente os contratos apontados na denúncia, visando impedir a continuidade dos supostos desvios e preservar eventuais medidas de confisco.

