A Polícia Federal aprofunda a investigação sobre uma estrutura ligada a um ex-banqueiro, que fornecia informações e coagia adversários. A operação, que incluiu buscas contra um publicitário, visa rastrear grupos responsáveis por investidas coordenadas contra jornalistas e o Banco Central.
A nova fase da apuração, denominada Compliance Zero, qualifica o esquema como uma organização de alto grau de periculosidade, com contornos de máfia. Os investigadores buscam identificar ligações entre os grupos usados pelo ex-banqueiro para impedir que fraudes do Banco Master viessem à tona, conforme indícios apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O publicitário foi apontado por envolvimento no recrutamento de influenciadores, utilizando recursos do esquema de fraudes do Master. A investigação apura, ainda, a atuação coordenada nas redes sociais para minar a credibilidade do Banco Central, órgão que determinou a liquidação do Banco Master em novembro do ano passado.
Enquanto o grupo do publicitário focava na manipulação informacional, outras facções atuavam em frentes distintas. Um grupo era responsável por ameaças presenciais e obtenção de dados sigilosos, enquanto outro realizava ataques cibernéticos e invasões telemáticas ilegais.

