A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19. A medida, alinhada à Organização Mundial de Saúde (OMS) e ao CDC, busca ampliar a proteção da população contra as variantes do coronavírus em circulação e reduzir casos sintomáticos da doença.
A decisão, tomada na 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, mantém a recomendação pelo uso de vacinas monovalentes com a variante LP.8.1 como antígeno preferencial. Também são permitidas vacinas derivadas da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, se comprovarem eficácia robusta contra as variantes atuais do SARS-CoV-2.
Segundo a diretora da Anvisa, Daniela Marreco, o registro de casos de síndrome gripal associados à Covid-19 reforçou a necessidade de manter a estratégia de vacinação atualizada. A médica infectologista Heloina Claret de Castro explicou que, embora o vírus evolua, as variantes permanecem descendentes da cepa Ômicron e não apresentam maior agressividade, mas sim maior capacidade de transmissão.
A especialista ressaltou que o monitoramento epidemiológico é crucial para acompanhar a evolução viral. Com a atualização, espera-se uma redução dos casos sintomáticos. Os grupos prioritários para a imunização permanecem os mesmos, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

