Um narrador de emissora brasileira criticou a estrutura oferecida pela Fifa durante a transmissão da partida entre França e Marrocos, pelas quartas de final da Copa do Mundo, realizada em Boston, nos Estados Unidos. O profissional alegou que as condições de trabalho no Gillette Stadium não correspondem ao rigor exigido pela entidade em torneios realizados em outros países.
A reclamação de Everaldo Marques começou na abertura da transmissão. Ele chamou atenção para o calor de 32°C registrado na cidade, informando que os profissionais estavam expostos às condições climáticas sem cobertura adequada nas posições de narração. O narrador comparou a situação com Copas anteriores, afirmando que a Fifa exigiu infraestrutura de alto nível em países como Brasil e África do Sul para garantir conforto e segurança às equipes de imprensa.
Marques ressaltou que a falta de proteção exporia os profissionais, caso ocorresse chuva, diferentemente do que acontece na maioria dos estádios de Mundiais passados. Ele declarou: “Estamos todos fritando”, mencionando que o problema afeta profissionais de emissoras de diversas nações. A crítica se soma a outras feitas durante a competição.
Outro profissional, Galvão Bueno, também criticou a localização e a estrutura das cabines de transmissão, classificando as condições oferecidas pela Fifa como as piores já encontradas em uma Copa do Mundo. A Globo, que mantinha a exclusividade da Copa desde 1982, perdeu esse direito para a CazéTV, que transmitirá os 104 jogos do torneio, sendo a única plataforma brasileira com cobertura integral.

