O presidente da FIFA, Gianni Infantino, enfrenta pressão de parlamentares europeus e da ONG FairSquare. Ambos solicitaram investigações sobre sua conduta no caso de suspensão de um jogador, ocorrido antes das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Setenta e dois eurodeputados enviaram carta aos 27 presidentes das federações da União Europeia (UE) que integram a FIFA. O documento pede apuração sobre a participação de Infantino na decisão e se houve influência da administração norte-americana. Infantino negou envolvimento, enquanto o presidente dos Estados Unidos afirmou publicamente ter telefonado ao dirigente para solicitar a revisão da suspensão.
A ONG FairSquare também protocolou uma demanda contra o dirigente. A organização de direitos humanos informou que apresentará queixa ao Comitê Olímpico Internacional (COI), alegando violação das regras de neutralidade política por parte de Infantino. O dirigente é membro do COI desde 2020.
As críticas se somam a episódios anteriores. Na semana passada, cinquenta parlamentares já haviam pedido investigação sobre prêmio concedido ao presidente dos Estados Unidos. Além disso, um eurodeputado lituano encaminhou carta criticando a decisão da FIFA de permitir a participação de atletas russos no Campeonato Mundial Sub-15.

