O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs novas sanções econômicas ao Irã, visando desmantelar a rede financeira que sustenta o regime. A ofensiva ocorre em resposta aos ataques iranianos contra navios mercantes no Estreito de Ormuz, uma rota comercial vital.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) direcionou as restrições contra mecanismos de financiamento que apoiam as operações e a liderança do país asiático. Um dos alvos principais é um operador financeiro ligado a elites do regime, acusado de desviar recursos públicos para enriquecimento próprio e de figuras do Gabinete do Líder Supremo e da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
As sanções do OFAC também atingiram casas de câmbio iranianas que movimentam bilhões de dólares anualmente em nome de bancos já sancionados. Essas organizações paralelas usavam empresas de fachada para ocultar transações ilícitas. Paralelamente, o Tesouro dos EUA publicou a Licença Geral do Irã nº Y, autorizando o encerramento de transações com a empresa Smart Global Limited.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que o governo dos Estados Unidos usará todas as ferramentas disponíveis para isolar as elites iranianas do sistema financeiro global. Ele afirmou o compromisso de preservar ativos identificados em benefício do povo iraniano, enquanto o regime enfrenta desgaste interno, segundo o comunicado.

