A federação Progressistas e União Brasil decidiu manter a neutralidade na disputa pela Presidência da República em 2026, afastando-se da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro. A decisão, segundo dirigentes das legendas, visa preservar a autonomia das lideranças regionais e evitar impactos negativos em estados com cenários eleitorais distintos.
A aliança, criada neste ano, obriga os partidos a atuarem conjuntamente em âmbito nacional por, no mínimo, quatro anos. Contudo, a avaliação predominante é que a neutralidade protege a autonomia regional. O distanciamento com Flávio Bolsonaro ganhou força após o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, ser alvo de investigação da Polícia Federal.
No União Brasil, o clima também se deteriorou após a prisão de um aliado político de Flávio, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), durante uma operação da Polícia Federal. Parlamentares, especialmente das regiões Norte e Nordeste, pressionam pela neutralidade, temendo que um apoio formal comprometa alianças regionais.
Apesar da inclinação nacional à neutralidade, o cenário varia por estado. Em São Paulo, membros do Progressistas defendem apoiar Flávio Bolsonaro. Eles avaliam que essa aproximação pode fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite, ao Senado.

