Um delegado da Polícia Civil foi preso na Operação Ouroboros e era responsável por guardar e transportar dinheiro sacado de contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM). O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou que o agente coordenava a retirada de valores das contas da autarquia para uma empresa de vigilância em Jacarepaguá.
Segundo a denúncia do MPRJ, o dinheiro proveniente de contratos supostamente fraudulentos era retirado das contas bancárias após os pagamentos do IRM. Os valores eram levados à empresa Rio Forte Vigilância e Segurança Privada, localizada em Jacarepaguá, onde ficavam armazenados antes de serem distribuídos entre os membros da organização criminosa. O delegado coordenava pessoalmente essa operação.
As investigações indicam que o agente não atuava apenas no transporte de valores. Entre novembro de 2023 e dezembro de 2023, ele recebeu poderes para gerir orçamentos, finanças e patrimônio do IRM, função delegada pelo então presidente da autarquia. Além disso, o delegado frequentava a sede da empresa utilizando um veículo oficial da Polícia Civil, que os promotores consideraram colocado “a serviço do esquema”.
A Operação Ouroboros apura um esquema que envolve corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com contratos que somam mais de R$ 86 milhões. O IRM, criado em 2018, recebeu recursos significativos após a concessão de serviços da Cedae, e houve uma expansão nos gastos da autarquia em 2024, saltando para R$ 161,1 milhões.

