Uma jornalista de Santa Catarina fará uma travessia de 3,3 quilômetros nadando exclusivamente no estilo costas até a Ilha do Campeche, em Florianópolis, no dia 11 de outubro de 2026. A iniciativa, chamada “Mar de Plástico: Até quando vamos virar as costas?”, busca chamar a atenção para a crescente poluição plástica dos oceanos.
A proposta se alinha ao movimento Julho Sem Plástico, que incentiva a redução do consumo de plástico descartável. A jornalista afirmou que a ação transforma o corpo em metáfora da indiferença social frente à crise ambiental. “Virar as costas para o mar é exatamente o que temos feito. A legislação brasileira ainda é insuficiente para enfrentar a dimensão da poluição plástica e toneladas de resíduos continuam chegando aos mares oceanos todos os dias”, declarou Germann.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos anualmente. A jornalista relatou que o problema se tornou visível durante seus treinos, ao se deparar com lixo acumulado. Um estudo da ONG Sea Shepherd Brasil e do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) apontou a Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, como um dos pontos mais contaminados por microplásticos no litoral catarinense.
A ex-atleta, que conquistou mais de 700 medalhas, retornou aos treinos diários para o desafio. Ela mencionou que o objetivo vai além do esporte, buscando convidar à reflexão sobre os hábitos de consumo. “Se cada pessoa refletir sobre seus hábitos de consumo, cobrar políticas públicas mais efetivas e compreender que o oceano começa nas nossas escolhas diárias, o desafio já terá cumprido parte da sua missão”, concluiu Germann.

